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amigos.

Raramente nos vemos no agito de meio dia perdidos em um terminal. Nos abraçamos sempre da mesma forma estranha, eu com os braços por cima, encosto minha cabeça no ombro dela e ela abraça minha cintura.

Trocamos os fones para saber o que cada um está ouvindo, criticamos a música, mesmo tendo um gosto musical parecido. Rimos. Não ficamos com aquele “bla bla bla de saudade” e “por que não foi me visitar?”, não importa o tempo que passamos sem nos vermos continuamos a rir com a mesma intensidade e sinceridade.

Sentamos em um banco qualquer, ela me fala das gurias e dos caras, eu dou mais risada, falamos um pouco da minha agitada (sim, estou sendo irônico) vida amorosa, quais só me apaixono  por uma semana e já me distraio com uma bunda qualquer.

Ela ri, diz que me ama, eu dou mais risada. Com ela meu riso é mais feliz, e pouco me importa se estamos parecendo retardados em público, eu tinha a ela e ela tinha a mim, e tanto faz se era por uma vida ou apenas 15 minutos, nós eramos completos um com o outro.

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